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Trabalho de coração: a entrega multifuncional à 21ª Parada LGBT de Sergipe

Foi depois que me voluntariei a trabalhar na primeira Parada, há vinte anos, que comecei a ter consciência da importância do movimento e da militância LGBT. A partir dali, me associei à ONG Astra, trabalhei em projetos sociais de saúde voltados para a comunidade e ganhei algumas das melhores amizades que tenho até hoje. Por tudo isso, tenho uma forte conexão com o evento. Então, todo ano, entre abril e maio, quando começam as primeiras reuniões para organização da Parada, esse sentimento reacende e eu quero estar junto. Alguns anos fica mais difícil e, pelos mais variados motivos, até penso em não participar (e já fiquei algumas vezes de fora), mas, como já brinca minha amiga e jornalista Janaina Cruz, no final, eu estou lá, nem que seja “só para fazer o cartaz”.



Em 2022, havia um motivo especial em fazer parte da organização da 21ª Parada LGBT de Sergipe: a festa estava voltando às ruas, depois de dois anos em formato virtual, por causa da pandemia de Covid-19. A equipe da Astra, instituição responsável pelo evento, estava empenhada em fazer algo marcante e maior. Fiquei meio hesitante em participar, pois estava na reta final do projeto Oportunizar, sabia que o volume de trabalho seria grande e o ritmo intenso, mas não poderia ficar de fora de um momento tão marcante, justamente vinte anos depois do início de tudo.



Como todos os anos, fiquei na comissão de Comunicação, como vice-coordenador, dividindo o comando com a designer gráfica e promotora de eventos Kika Salomão, outra amiga que vem lá da primeira Parada. Eu e Kika sempre fizemos essa dobradinha, ora juntos, ora se substituindo, quando não era possível para um dos dois participar, mas sempre parceiros na divulgação da Parada. Nesse ano especial, além de cuidar de toda estratégia e material de comunicação, nós tínhamos que administrar um número maior de entidades e pessoas voluntárias que faziam parte da comissão e contribuíam com a programação educativa e cultural que antecede a Parada, chamada Circuito do Orgulho.



Trabalhar na 21ª Parada LGBT de Sergipe exigiu todas as minhas habilidades na área da comunicação, passando por design gráfico, assessoria de imprensa e social media. Assim que a comissão definiu o tema e a chamada, “Vote colorido Dê vez à nossa voz”, eu parti para a criação da arte de base para o card de redes sociais, que foram os principais meios de divulgação do evento. Depois, defini a identidade visual da Parada para aplicações em imagens de perfil e versões derivadas dos cards para postagens. Elaborei também as artes para materiais offline, como camisas, cartazes, banners, entre outros, assim como backdrops animados para os eventos (veja uma amostra abaixo).


Identidade visual aplicada a diferentes peças on-line (cards derivados, imagem de perfil, capa para Facebook, etc)
Material offline: camisa e cartaz

Paralelamente à produção gráfica, eu produzi releases para a imprensa e fiz acompanhamento com os veículos de divulgação, marcando entrevistas, além de colaborar com os textos das postagens e execução do planejamento de social media coordenado por Kika. Elaborei também o roteiro das apresentações no palco “(Sobre)Viver”, a grande novidade da Parada em 2022, que levou shows de diversos artistas locais, antes da saída dos trios elétricos.


Exemplos de alguns veículos que noticiaram o evento (links para as matérias no final do post)
Matérias veiculadas em TVs locais (links para os vídeos no final do post)

E somado a tudo isso, havia o lançamento de um projeto muito estimado pela equipe da Astra, o documentário “Muito Mais que uma Festa”. Esse material havia sido produzido no ano anterior, para inserções durante a transmissão on-line da 20ª Parada LGBT de Sergipe, porém, por problemas técnicos, não foi possível exibi-lo e a Astra decidiu guardá-lo para um lançamento no ano seguinte. Então, fiz a edição e a finalização desse material como um vídeo único e ele foi exibido na abertura do Circuito do Orgulho, numa sessão especial e cheia de emoção.



Quando chega o grande dia da Parada na orla de Atalaia, acontece um dos melhores sentimentos desse trabalho: reencontrar as pessoas da organização e do movimento LGBTQIA+ e festejar a união, a força e a perseverança para que aquele evento imenso acontecesse. E ainda havia mais para fazer: prestar suporte à estrutura do evento, recebendo e encaminhando os profissionais da imprensa e artistas que fizeram shows no palco. Só lá pelo início da noite, quando os trios começam o cortejo pela avenida, que consegui relaxar um pouco e ter a sensação preciosa de dever cumprido e de que todo o esforço fez sentido.


A orla de Atalaia lotada no dia da 21ª Parada LGBT de Sergipe

21ª Parada LGBT de Sergipe na mídia:


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